Mao Judith Butler-Tung

Sem o maoísmo eu não poderia ser feministe gênere-neutre! Feminismo interseccional esmagador do patriarcado só vale a pena se vier dx Supremx Líder Mao Judith Butler-Tung.

“A Revolução Cultural Chinesa (1966-76) tem sido há tempos caracterizada como um período de ‘apagamento de gênero’. De fato, muitos pesquisadores têm defendido que o gênero e a sexualidade eram essencialmente repudiados dentro da sociedade chinesa durante a revolução, em nome da igualdade entre os sexos e a proletarização da maioria. O slogan de Mao, ‘Os tempos mudaram, homens e mulheres são a mesma coisa’ (时代不同了, 男女都一样), foi propagado como uma mensagem poderosa para milhões de mulheres chinesas, em particular, que homens e mulheres eram iguais. Além disso, os papeis públicos das mulheres como guerreiras proletárias e revolucionárias foi glorificado. Por exemplo, a imagem das Garotas de Ferro – mulheres fortes, robustas e musculosas que audaciosamente faziam trabalhos duros tradicionalmente feitos por homens, tais como reparar fios de alta tensão – foi promovida amplamente como um símbolo do slogan maoísta: ‘Qualquer coisa que os camaradas homens podem realizar, as camaradas mulheres também podem’ (男同志能办的事情, 女同志也能办到). Figuras tradicionalmente ‘femininas’ foram essencialmente banidas do discurso público a tal ponto que as discussões da sexualidade se tornaram quase ascéticas durante a Revolução Cultural. As mulheres foram publicamente reconfiguradas e reimaginadas como ‘pessoas de gênero neutro’ (中性人) sem um gênero marcado porque não havia mais meios permissíveis de ‘expressar a suavidade da feminilidade [das mulheres]’.”

Wenqi Yang & Fei Yan. “The annihilation of femininity in Mao’s China: Gender inequality of sent-down youth during the Cultural Revolution”. China Information, 12 de fevereiro de 2017. http://journals.sagepub.com/d…/full/10.1177/0920203X17691743

Betine BombomMao Judith Butler-Tung