Princesas da Disney

Classificação das princesas da Disney, da menos empoderada-desconstruída para a mais empoderada-desconstruída:

10 – Aurora. Tchonga-monga que fica dormindo, só porque o nome do filme é Bela Adormecida. Devia pelo menos fazer uma luta sonâmbula contra o patriarcado, o sonambulismo nos dá a prerrogativa de marchar contra o sistema enquanto dormimos.

9 – Branca de Neve. Preciso falar alguma coisa dessa criatura? RACISTA RACISTA RACISTA!

8 – Cinderela. É classista, fica indo a baile da burguesia em vez de ir no baile funk. Prefere a valsa ao quadradinho de 8. E em vez de fazer lesbianismo político com suas irmãs adotivas ditas “feias” (beleza é construção social!), fica se deixando seduzir por príncipe homem branco cis hétero. Ridícula.

7 – Ariel. Ao querer adquirir pernas, é capacitista contra cadeirantes como eu. A única feminista do filme A Pequena Sereia se chama Úrsula.

6 – Rapunzel. Essa é empoderada por não tirar os pêlos de nenhuma parte de seu corpo. Quanto mais cabelo, mais feminista. Mas ela decepciona, em vez de iniciar um relacionamento indiano-centrado com um daqueles indianos que deixam crescer dreadlocks de cinco metros, também se deixa seduzir por homem cis hétero.

5 – Jasmine. Essa já ganha muitos pontos de empoderamento por não ser branca. Em vez de decapitar o pai numa guerra sangrenta para destruir o patriarcado de Agrabah, fica perdendo tempo com um homem cis hétero que eu só respeito porque é pobre. O personagem mais racista de Aladim é o Gênio, que faz blueface.

4 – Pocahontas. Essa é a maior representante do ecofeminismo da Disney (Buzzfeed, 2017). Mas perde alguns pontos por não oferecer resistência ao neocolonialismo do namorado branco.

3 – Elsa. Ela se afastar do patriarcado e fazer um castelo de gelo só para ela é uma das coisas mais bonitas do filme Frozen. Perde pontos por ter se deixado entrar em contato novamente com o capitalismo e ter faltado com a sororidade ao permitir que sua irmã iniciasse um relacionamento com homem branco cis hétero. E é branca demais.

2 – Mulan. Guerreira estilhaçadora de papéis de gênero, Mulan tem muitos pontos na escala da opressão por ser asiática. Só perde por não ter completado sua transição para o gênero masculino, pois é claramente um homem trans.

1 – Olaf. É gelossexual gênere-neve-neutra, claramente pansexual, sua brancura não vem da branquitude, mas é uma ilusão para iludir o capitalismo a pensar que elx é branco, quando elx na verdade não tem cor porque é feitx de água.

Betine BombomPrincesas da Disney